terça-feira, 1 de outubro de 2013

Oito candidatos se lançam na disputa ao Plácio do Buriti

Palacio_do_buriti
Palácio do buriti
A um ano das eleições que vão decidir o futuro governador do Distrito Federal, candidatos começam a se lançar pulverizando o cenário político da capital. Até o momento, pelo menos oito já anunciaram o desejo em assumir a liderança do Palácio do Buriti. Aquele que conseguir a cadeira mais importante do Planalto, assumirá também um orçamento de R$ 25 bilhões.
A corrida ao Buriti se mostra acirrada. Parlamentares experientes disputam com novatos no rumo ao governo. Até 2014, quando os grupos farão coligações, o cenário seguirá pulverizado. Mais antigo entre os interessados, o ex-governador Joaquim Roriz anunciou ontem a filiação ao PRTB, do ex-senador cassado Luís Estevão. Ele levará a filha Liliane, que afirma querer a releição de distrital.
Em oposição ao governo petista, Roriz poderá contar com o também candidato ao governo, o presidente do DEM no Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM). Fraga é forte apoiador de Roriz, acredita na força do ex-governador na corrida ao Buriti. Mas pode deixar o DEM na segunda-feira (30). “Vou me reunir com a Executiva Nacional do partido antes de qualquer decisão”, contou.
Fraga não gostou da recusa do partido na aceitação do governador Joaquim Roriz. Ele alega que faltou uma visão sobre o cenário político de Brasília, já que Roriz, mesmo impossibilitado de concorrer nas últimas eleições, conquistou 35% dos votos. Se resolver sair do partido, seguirá para o PSDB, do presidenciável, o senador Aécio Neves.
No PSDB, Fraga vai se esbarrar com outro interessado em se tornar governador. Luís Pitiman, que deixou o PMDB – do vice-governador Tadeu Filippelli – para fazer oposição ao governo, já faz planos de melhorar a saúde, educação e transporte. Crítico do governo petista, Pitiman abandonou a Secretaria de Obras pouco tempo depois que assumiu por discordar com o modelo adotado.
Na relutância com o governo de Agnelo Queiroz, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) já usa a tribuna do Senado para cobrar auditorias no sistema de transporte público do Distrito Federal. Ele não esconde que quer se eleger governador em 2014. Se confirmar candidatura, enfrentará Toninho do PSol, que, assim como em 2010, voltará às campanhas eleitorais disposto a ter o Buriti.
A liderança feminina também terá representação. Eliana Pedrosa confirmou, na terça-feira (24) desta semana, a candidatura ao Buriti. Disputará também com o ex-governador José Roberto Arruda, que apesar de ter deixado o governo em crise em 2009, é considerado um forte candidato. Esta semana, Arruda ganhou aval dos distritais, que aprovaram a prestação de contas dele de 2008, ano anterior a crise instaurada pelo esquema de corrupção revelado pela Caixa De Pandora.
Diante de tantos interessados, o governador Agnelo Queiroz terá que trabalhar duro para conquistar de novo a confiança dos eleitores, que seguem descrentes com as promessas descumpridas no governo. As melhorias em saúde, educação e transporte, de tão discretas, pouco foram notadas pela população que continua sofrendo com a precariedade do sistema.
Fonte: Diário do Poder

Eleições 2014: Plano de Arruda é ser 'Deputado Distrital'

  O ex-governador José Roberto Arruda retorna à vida pública em 2014, para disputar uma cadeira na Câmara Distrital



O ex-governador José Roberto Arruda retorna à vida pública em 2014, para disputar uma cadeira na Câmara Distrital, a Assembleia Legislativa do Distrito Federal. As pesquisas lhe permitem aguardar uma montanha de votos, e com eles Arruda espera eleger um bloco de seis deputados.



Preso em 2010 durante o escândalo conhecido como “mensalão do DEM”, Arruda renunciou ao posto e hoje responde a processo, num tribunal de primeira instância em Brasília.



Ao contrário do que se passou com o mensalão do PT, seu caso foi desmembrado e não tem prazo definido para terminar. Quando isso ocorrer, Arruda poderá recorrer a instância superior.



Fonte: ISTOÉ - Coluna Brasil Confidencial - Por Paulo Moreira Leite,  colaboraram: Claudio Dantas Sequeira, Izabelle Torres e Josie Jeronimo.






domingo, 29 de setembro de 2013


Eleições 2014: O plano B de Roriz

Apesar de ter se filiado ao PRTB com discurso de candidato ao Palácio do Buriti, a saúde do ex-governador e a incerteza jurídica sobre seu futuro político levam apoiadores a apontar o nome da deputada Liliane Roriz como opção para a disputa ao Executivo
 

Joaquim Roriz se filiou ao PRTB com discurso de candidato ao Palácio do Buriti. Mas a fragilidade de sua saúde e, principalmente, o imbróglio jurídico em torno de sua possível candidatura, levam o grupo político e familiares do ex-governador a discutirem abertamente um plano B. A deputada distrital Liliane Roriz, que também migrou para o partido comandado pelo ex-senador Luiz Estevão, é apontada como sucessora do ex-governador. Apesar de defender a candidatura de Roriz, Liliane já fala como concorrente.“Se meu pai não puder disputar as eleições, estou à disposição para colocar em prática esse projeto. Eu me sinto pronta para enfrentar o desafio”, afirma Liliane.

Roriz se filiou ao PRTB na última quinta-feira, após sofrer o desgaste político de ter seu nome rejeitado pela executiva nacional do DEM. Depois de fechar com o partido de Luiz Estevão, o ex-governador alfinetou a cúpula do Democratas e fez discurso de candidato. Mas tem consciência da longa briga jurídica que terá que enfrentar para conseguir registrar seu nome na Justiça Eleitoral. Como em 2007 ele renunciou ao mandato de senador para escapar da cassação, tornou-se inelegível pelos critérios da Lei da Ficha Limpa (confira O que diz a lei). Orientado por advogados, ele argumenta que a renúncia ocorreu antes da vigência da norma — mesmo questionamento de dezenas de outros políticos, que ainda será discutido pelos tribunais superiores.

Segundo a assessoria de imprensa de Roriz, ontem ele almoçou com a ex-vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, atualmente no PSDB, e conversou ainda com o presidente regional do PR, Salvador Bispo. Tanto Joaquim Roriz quanto Luiz Estevão evitam falar em coligações neste momento, apesar de as negociações entre os partidos estarem intensas.

A deputada Liliane Roriz defende um leque amplo de alianças. “Precisamos conversar com todo mundo. Não temos problema em negociar com ninguém, desde que sejam pessoas comprometidas com a defesa da cidade. Sempre tive relações boas e respeitosas com figuras importantes, como o Cristovam Buarque (PDT), o Rodrigo Rollemberg (PSB) e com o Reguffe (PDT), por exemplo”, comenta a parlamentar.

Liliane Roriz começou a vida política no PRTB, mas deixou o partido por divergências com Caio Donato, ex-presidente da legenda. Agora, com o novo comando, aceitou voltar à sigla ao lado do pai. O partido, que deve ficar sem nenhum representante na Câmara dos Deputados até 5 de outubro, terá dificuldades na campanha por conta do exíguo tempo de televisão. Mas, para a filha de Joaquim Roriz, isso não representa um problema. “O meu pai passou um período em casa, cuidando da saúde, mas ele tem um eleitorado tão forte na cidade que isso não afetou em nada a sua popularidade. O tempo de televisão é irrelevante. A força dele está consolidada”, garante Liliane. Joaquim Roriz sofre de problemas renais. Além de enfrentar longas sessões de hemodiálise, está na fila de espera por um transplante de rim. 

Aliança

Antiga aliada do ex-governador, a tucana Maria de Lourdes Abadia evita falar na retomada da velha aliança neste momento. “O discurso do nosso presidente Aécio Neves é para focarmos na organização do partido nos estados. Só em março, vamos pensar em aliança”, diz Abadia. “Éramos aliados quando ele era governador e eu, vice-governadora. Agora, Roriz não está mais no governo nem eu ocupo mais o cargo de vice-governadora. São outras circunstâncias”, afirma Abadia.

O ex-deputado federal Jofran Frejat, que em 2010 foi vice na chapa de Roriz, ainda está filiado ao PR e não sabe se mudará de legenda. Faz mistério sobre uma possível composição com o ex-governador e até mesmo sobre seu futuro político. “Recebi muitas propostas, mas estou quieto no meu canto. Todo mundo me procura, mas só para ser figurante, não protagonista. O que isso vai acrescentar à minha vida?”, questiona Frejat.

“E, mesmo se fosse para aceitar uma posição de protagonista, eu pensaria duas vezes. Só aceitaria se fosse como uma missão”, acrescenta. “Muita gente me quer nas chapas para eu somar eleitoralmente, para ajudar a eleger os outros. Mas, se for para ficar nessa muvuca de reunião, de assembleia disso, assembleia daquilo, eu prefiro ficar em casa, sendo vice da minha mulher”, finalizou Jofran.

O presidente regional do DEM, Alberto Fraga, recebeu convites para migrar para o PRTB com Roriz. Ele foi o responsável pelo convite para o ex-governador ingressar no Democratas — posteriormente vetado pela executiva nacional. Mas ainda não decidiu seu futuro e tampouco descarta permanecer na legenda. “A partir do dia 2, tenho inserções na televisão e não quero desperdiçar essa oportunidade”, diz Fraga, que também conversou com representantes do PR, PSDB e PPS.

"Recebi muitas propostas, mas estou quieto no meu canto. Todo mundo me procura, mas só para ser figurante, não protagonista. O que isso vai acrescentar à minha vida?"
Jofran Frejat, ex-deputado federal, que disputou na chapa de Roriz em 2010

O que diz a lei 

A Lei Complementar nº 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, proibiu os políticos condenados por órgãos colegiados de disputarem cargos eletivos. Além disso, a referida norma determinou que candidatos que tiveram mandatos cassados ou que renunciaram para fugir da cassação se tornam inelegíveis por um período de oito anos. A aplicação da lei provocou controvérsias, que só foram definidas cinco meses após a eleição de 2010, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a regra só valeria para o pleito de 2012. A Lei da Ficha Limpa surgiu a partir de uma iniciativa popular, que contou com apoio de entidades,  como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral. 


Fonte: Correio Braziliense - Por Helena Mader